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Modelos Justos

A construção de modelos de aprendizagem de máquina justiças (sem viés) está se rasgando essencial para a ciência de dados. O uso de algoritmos de aprendizado de máquina na solução de problemas em diferentes tipos de problemas ir reproduzir o viés e a discriminação que a sociedade tenta combater, mas que está presente nos dados.

Relacionado a este contexto temos a expressão sabeda por Impacto Disparável (impacto díspar), ou seja, o impacto da discriminação. Refere-se a práticas que afetam de forma negativa um grupo minoritário de indivíduos em relação a um grupo majoritário, mesmo que tal discriminação ocorra de forma não intencional.

Classe protegida (ou classe protegida) representam os indivíduos protegidos de discriminação conforme a legislação. Geralmente, a característica protegida, refere-se a atributos tais como, raça, religião, nacionalidade, sexo, idade, orientação sexual, deficiência etc., que são protegidas conformadas as leis federais.

De modo a ilustrar tais conceitos, considere um processo de seleção para Científico de Dados onde os candidatos precisam realizar um teste físico. Neste caso, temos um cenário de Impacto Disparável, pois a função Cientista de Dados não requer tal habilidade, ou seja, o empresário pode tentar discriminar uma classe de indivíduos protegidos. Caso uma mulher não seja bem-sucedida no teste físico, não implica que ela não tem capacidade de desempentar a função. Portanto, não há legitimidade no processo de seleção para o desenvolvimento da função.

Com o crescimento em aplicações de modelos a tomada de decisões que podem afetar indivíduos das classes protegidas, existe um interesse crescente em desenvolver modelos e algoritmos de aprendizagem de máquina capacizes de mensurar e garantir que suas preferências e classificações não serão influenciadas pela presença de viés.

Um exemplar real na aplicação de modelos discriminatórios pode ser visto em Bias de máquina — ProPublica, onde um modelo para prever crimes futuros pontuava pessoas negras com maior risco.

Mas o que seria construir modelos justos? Como fazer a troca de justiça em algo mensurável?

Em geral, o problema com modelos discriminatórios ao contar a presença de víes não inicial contado nas bases de dados. Existem diferentes métodos para identificar a presença de viés e tratamento de forma a construir modelos justos.

A regra dos 4/5 (ou 80%) é bastante conhecida para avaliar a presença de viés em variáveis sociodemográficas. Avalia-se a razão de impacto (IR-Taxa de Impacto) entre as classes minoritária e majoritária. Caso o valor do IR seja inferior a 80%, sugere a presença de víes, ou seja, presença de impacto díspare.

Outros testes estatísticos podem ser utilizados para identificar a presença de viés nos dados, a sabre: Teste Qui-quadrado de independência, Teste de Fisher (associação entre variáveis) e outros que, conjugado, contribuem para fortaleza a evidência de víés.

Na literatura há sugestões de medidas e técnicas nas diferentes estratégias de construção dos modelos de aprendizagem máquina para desenvolver modelos justos, desde o pré-processamento dos dados até avaliação dos modelos feitos.

Faz-se necessária uma atenção especial ao tema, especialmente na área de Ciência de Dados pois, o desenvolvimento de modelos baseados em dados com víés discriminatório implica na reprodução deste viés por tais algoritmos. Um maior aprofundamento no tema pode ser obtido nas referências abaixo.

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Referências:

  • Como verificar facilmente se o seu modelo de aprendizagem de máquina é justo? https://www.kdnuggets.com/2020/12/machine-learning-model-fair.html.
  • Feldman, M., Friedler, S.A. Moeller, J., et al. Certificação e Remoção do Impacto Disparável (2015). Procedimentos da XXI Conferência Internacional sobre Descoberta de Conhecimento e Mineração de Dados da ACM SIGKDD.
  • Compreender a justiça. https://machinesgonewrong.com/fairness/.
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